Título completo: Cadernos de Estudos Leirienses

Autores: Vários

Colecção: Cadernos - 8

ISSN: 2183-4350

N.º de páginas: 560

Preço: 20 euros

Disponibilidade: Disponível

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Sinopse

 

Com a publicação do volume 8, os Cadernos de Estudos Leirienses entram no seu terceiro ano de publicação, desta vez com um número de páginas superior a qualquer dos anteriores (560) e também com uma particularidade: um trabalho ilustrado com imagens a cores, excepção que conta com a colaboração financeira do autor. É, pois, um número excepcional, por estes motivos que apontamos, mas sobretudo pela qualidade e abrangência dos estudos publicados, com um destaque de inegável importância sobre o concelho da Batalha que «consagra, no seu nome de batismo, a íntegra memória da consagração da independência nacional na Batalha Real de Aljubarrota de 14 de Agosto de 1385», como considera na Apresentação o coordenador científico, Professor Saul António Gomes.

Este historiador deixa-nos escrito sobre a Batalha: «As gerações de antanho souberam manter e renovar, em torno do Mosteiro da Batalha, a chama de um sentido de portugalidade que se plasma na estremenha pedra rendilhada em flor que flameja por todo o monumento. Para a sua edificação congregaram-se homens e saberes oriundos de toda a Europa do Outono da Idade Média. Nele trabalharam mestres de obras, canteiros e artistas portugueses, hispânicos, franceses, italianos e alemães, entre outros, aplicando-se nas formas do estaleiro gótico saberes de origens igualmente diversas, peninsulares, inglesas e mediterrânicas, ou afirmando formas mais lusitanas como a da finíssima modelação plástica da pedra a que se chamou arte manuelina. De panteão dinástico das primeiras e ínclitas gerações reais de Avis, a Batalha tornou-se igualmente lugar em que se perpetuam, inscritas a cinzel, biografias silenciosas de arquitetos, como Mestre Mateus Fernandes, cujo centenário da sua morte se celebrou justamente na Batalha entre 2015 e 2016, e artistas, cavaleiros e clérigos do Portugal pioneiro na abertura do mundo à modernidade.»

Saul Gomes considera ainda que, «na Batalha, tudo é mais do que um caso de história local e regional». E acrescenta: «O concelho, reconhecido oficialmente pelo rei D. Manuel I, no ano de 1500, situa-se no coração geográfico e histórico da Alta Estremadura, mediando encruzilhadas de caminhos e de ligações entre norte e sul, entre litoral atlântico e as cimalhas das Serras de Sicó, Aire e Candeeiros, e intermediando partilhas patrimoniais e culturais que espelham laços identitários entre populações que comungam de um mesmo espaço e de uma história carregada de proximidades.»

Justificava-se, pois, que os Cadernos de Estudos Leirienses dedicassem um dos seus números à Batalha, a vila heróica de todos quantos nela vivem ou por ela passam, ontem e hoje, justamente numa altura em que ao Mosteiro é atribuído oficialmente o estatuto de Panteão Nacional.

Para além da Batalha, que ocupa um terço das páginas deste volume, os estudos inseridos contemplam outras regiões/concelhos como as Caldas da Rainha, a Nazaré, Alcobaça, Porto de Mós, Leiria e a Marinha Grande, acrescidos das habituais rubricas, o que pode conferir-se no índice que apresentamos a seguir:

Índice dos Cadernos-8(MAIO 2016)

Destaque Batalha

- O Túmulo de Diogo Gonçalves de Travaços, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Saul António Gomes

- O comprometimento religioso, social e político das gárgulas de Sta. Maria da Vitória, Catarina Fernandes Barreira

- O basilisco e a doninha nas Capelas Imperfeitas – Mosteiro da Batalha, Orlindo Jorge

- Relato integral da passagem de Fabio Biondi e Giovanni Battista Confalonieri pela Alta Estremadura: Trecho inédito sobre Alcobaça, Agostinho de Sousa Matias e Mário Rui Simões Rodrigues

- Janela da igreja de Santa Maria de Guimarães: “uma alegoria à Batalha Real” – parte I, Adriano Luís Monteiro

- Julia Pardoe, uma inglesa no Mosteiro da Batalha em 1827, Pedro Redol

- “Não vemos as cousas que vemos porque não olhamos para elas.” – Julia Pardoe: Apontamentos de uma viagem à Batalha, Luís Mourão

- A Avenida – a obra de acesso ao Mosteiro e à Vila da Batalha do século XIX, Maria da Luz Moreira

- Os periódicos do concelho da Batalha, Carlos Fernandes

- O bairro mineiro de Alcanadas (Batalha): uma quimera filantrópica?, José Manuel Brandão, António Borges Abel e Gonçalo Conceição Matos

- Uma breve história e futuro do CEPAE, Gonçalo Cardoso e Micael Sousa

Outros concelhos

- Como era vista Leiria no século XIX, Ricardo Charters d’Azevedo

- O Salão Nobre do Paços do Concelho de Leiria – Artes decorativas e simbologia, Micael Sousa

- A maçonaria ao Vale de Leiria e a respeitável “Loja Gomes Freire” – parte II, Aires B. Henriques

- Falecidos de Santa Catarina da Serra e Chainça: janeiro de 1974 – outubro de 2015, Vasco Silva

- GRAP: 75 anos de história – parte III, Joaquim Santos

- Implicações da alteração do uso e ocupação do solo no distrito de Leiria no sequestro/emissão de CO2 – caso das Florestas, Ivone Neto e Luís Aires

- Uma oficina de entalhadores em Serra d’El-Rei no século XVIII – parte I, Miguel Portela

- A presença de refugiados nas Caldas da Rainha durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Carolina Henriques Pereira

- O Brasão da Antiga Vila da Pederneira da autoria de João L. Saavedra Machado, Alda Sales Machado Gonçalves

vA Região de Alcobaça antes de Cister, Zulmira Furtado Marques

- As igrejas paroquiais da Vila de Alcobaça – séculos XVI a XIX, Rui Rasquilho

- Património industrial nos coutos de Alcobaça: A produção de telha e tijolo, Miguel Portela e António Valério Maduro

- Contributos para a história da I República em Alcobaça – parte II, Fleming de Oliveira

- Uma nova “Ítaca” – a odisseia do pescador Manuel Teixeira, José Eduardo Lopes

- Pedreiras, terra de pedra, Armindo Vieira

- A antiguidade da Mata de Leiria – parte I, Luís Manuel de Oliveira Neto

- A Fábrica de Resinagem da Marinha Grande, José Manuel Gonçalves

- Teatro Popular na Marinha Grande – 1785-1956, Gabriel Roldão

- Fac-simile: A chegada dos Soldados desconhecidos à Batalha em 1921

- A imagem: O Mosteiro da Batalha em 1892

- Museus: Museu da Comunidade Concelhia da Batalha – O nascimento de um Museu, Ana Moderno

- Perfil: Os amores de José Travaços Santos: a Batalha, o Mosteiro e o Folclore, Armindo Vieira

- Fac-simile: O Distrito de Leiria ao tempo do 40.º Aniversário da “Revolução Nacional”, 1926-1966

- Transcrição: Lopes Vieira em S. Pedro de Moel, Aquilino Ribeiro

- Obituário: In memoriam Afonso Lopes Vieira

- Notícias

- Livros sobre a região

- Recensão: A batalha de Ourique foi perto de Leiria?, José d’Encarnação

- Índice dos volumes 4, 5 e 6, de 2015