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Na montra

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Desde 1995 que Luís Veiga participa nos encontros de veteranos daquela que foi a Companhia de Construções 1604 (“a da estaca”) que esteve em Angola durante o período da guerra colonial, entre 1966 e 1968. Realizados em diversos pontos do país, concitam sempre a presença de muitos companheiros ex-militares e das suas famílias. No ano de 2012, o local escolhido foi a povoação de Cortes (concelho de Leiria), num restaurante à beira do rio Lis, pelo facto de um dos participantes e organizadores, Luís Vieira da Mota, residir na freguesia das Cortes. Participou para cima de uma centena de pessoas que partilhou o repasto em bom ambiente. Luís Veiga aproveitou a ocasião para lançar um livro de memórias da sua autoria que tem por título “Do nascer ao pôr-do-sol”, produção da Textiverso, com 122 páginas e profusamente ilustrado.
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Depois do repasto, Luís Vieira da Mota, que coordenou a edição, apresentou o trabalho aos convivas e reiterou o que já escrevera no Prefácio: que o autor, apesar de não ser propriamente um escritor, é um belíssimo narrador de coisas. De tal forma que, «das coisas que viveu, das coisas que criou ou ajudou a criar, este “Do nascer ao pôr-do-sol” podia ser, se ele o quisesse, o primeiro de outros mais».
O livro é, sobretudo, a história pessoal do autor e daqueles que com ele viveram de perto, em Angola ou em Portugal, durante o serviço militar ou, depois, como profissional de táxi, com todos os episódios que se adivinham de tão vastas e profícuas experiências. Sem esquecer o período da infância e da juventude, com apelo à terra de seus pais e, depois, à sua e à daqueles que com ele cresceram, no meio de dificuldades várias e de um ambiente socio-político pouco encorajador. Para terminar com os tempos de aposentação e do crescimento da família, que já conta com netos, todos eles testemunhando o seu amor e o seu carinho para com este veterano de memória viva a quem a esposa acompanha de forma dinâmica e empenhada, perfazendo uma família de antes quebrar que torcer.
Em suma, um livro fresco, recheado de fotografias e de episódios que poderiam dar alguns romances.