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Na montra

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A sala do Celeiro, da Fundação Caixa Agrícola de Leiria, foi o espaço escolhido para o lançamento do livro “Esta Leiria de outras eras – O meu baú de recordações”, de Joaquim Vieira (pai), numa edição da responsabilidade da Junta da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes. Produzido pela Textiverso, o volume tem 364 páginas e foi apresentado, no dia 14 de Novembro de 2015, pelo filho do autor, igualmente Joaquim Vieira, conhecido jornalista.

A abrir a sessão, uma jovem pianista, Filipa Lagoa, contemplou os presentes, que enchiam a sala, com três peças musicais. O Presidente da Junta, José Cunha, disse depois do seu regozijo em ter podido publicar este livro «por considerar tratar-se de um documento que ajuda a manter viva a memória coletiva do quotidiano leiriense de meados do séc. XX», agradecendo, finalmente, a Joaquim Vieira «este serviço que presta à autarquia e aos cidadãos, não esquecendo que, ele próprio, enquanto comerciante e agente cultural, se tornou numa figura incontornável da sua cidade».

Por sua vez, o filho do autor fez algumas considerações sobre o trabalho do pai, sublinhando o facto de ele ter sido publicado antes, ao longo dos anos, na imprensa de Leiria, de alguma forma a “concorrer” com o filho nas lides jornalísticas. Chamou também a atenção para a circunstância de, através deste livro, ter podido aprender mais do seu pai e da sua história, através de pequenos episódios contados agora com pormenores que antes, por serem demasiado próximos das ocorrências, não eram referidos.

Reconhecendo que o pai acumulou «na sua memória um vasto repositório sobre figuras, tipos e situações de Leiria», confessou não imaginar que um dia o pai começasse a inclinar-se, ele próprio, também para a escrita. Contudo… «Não escreveu sobre as chamadas forças vivas, que outro era o meio que frequentava, mas sim sobre as figuras que, pela sua popularidade ou relevância profissional, se destacavam na vida quotidiana da urbe, alargando depois as suas evocações, marcadas pela nostalgia da juventude e pela religiosidade que sempre conservou, a outros aspetos da vivência leiriense.»

Terminou com alusões ao seu próprio trabalho e ao interesse que a iniciativa do pai lhe mereceu: «Como investigador do passado coletivo, sempre me interessei pela chamada história oral, a recolha de depoimentos de todo o tipo de protagonistas e testemunhas de uma determinada época. Por isso, habituei-me a acompanhar com interesse e a valorizar este novo fôlego do meu pai que foi a sua atividade de cronista da cidade de Leiria dos últimos quase 100 anos.»

O Vereador da Cultura da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, encerrou a sessão, demonstrando o seu apreço pelo trabalho agora publicado e chamando a atenção para o papel que Joaquim Vieira (pai) desempenhou na cidade, mantendo aberta uma galeria de arte (a Galeria Capitel) onde numerosos artistas se iniciaram e outros se afirmaram ao longo de décadas.

A Junta de Freguesia ofereceu uma boa parte da edição à “Vida Plena – Associação de Solidariedade Social de Leiria” (Touria – Pousos), que é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com âmbito de actuação em todo o concelho de Leiria e que tem por objectivos: o apoio a crianças e jovens; o apoio à família; o apoio à integração social e comunitária; e a educação e formação profissional dos cidadãos.