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Na montra

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Foi apresentado no auditório da Fundação Caixa Agrícola de Leiria, no dia 24 de Setembro de 2016, o livro “Veredas do Silêncio – Poesia”, de Clara Paulo, de seu nome completo Clara Maria de Sousa Paulo, natural da Barosa. O volume tem 182 páginas e é uma edição da autora, com produção da editora Textiverso, de Leiria.

A sessão de lançamento deste livro contou com a apresentação de Vergilio De Lemos, com alguns momentos musicais e ainda com a leitura de vários poemas. Estiveram presentes para além da autora, o representante da editora, Carlos Fernandes, o apresentador, Vergilio De Lemos, a Vereadora da Acção Social da Câmara de Leiria, Ana Margarida Valentim, e a Presidente da Junta da União de Freguesias de Marrazes e Barosa, Isabel Afonso.

Antes da apresentação do livro, o duo “Encanto”, com os contratenores Luís Peças e João Paulo Peças, interpretou alguns temas de música clássica que deixaram a plateia em absoluto silêncio. Por seu turno, Miguel Frazão interpretou alguns temas de viola, fazendo fundo musical à leitura de poemas de Celeste Alves e de Leonor Rita, terminando com o tema “Canon em Ré”, de Johann Pachelbel.

Carlos Fernandes, enquanto editor e amigo de há vários anos da autora diria: «Este é um dia especial, não só para a autora do livro que hoje aqui se apresenta, mas também para todos nós que a conhecemos e acompanhamos nos seus trabalhos, nos seus projectos, nas suas realizações, mas também nas suas vicissitudes, nos seus problemas, nas suas contrariedades, exactamente como qualquer pessoa que não vive fechada no seu canto a gozar de forma egoísta o bem-bom ou a chorar insofrível as suas mágoas. Quem se abre para o mundo, tem necessariamente que enfrentar os seus ditames e resolvê-los com inteligência e sabedoria ou arcar com eles de forma estóica./ Assim tem sido a nossa amiga Clara Paulo e, agora, ainda mais com a sua exposição através de um livro, através da literatura, o que faz de forma desassombrada, como normalmente faz com toda a sua vida./ É por isso que é especial também para a autora: porque publicar um livro é como que um mergulho no oceano desconhecido que é o público, cujo bom acolhimento se espera.»

Vergilio De Lemos falaria da autora e, como escreve no Prefácio do livro, reafirmaria: «Na grande maioria das vezes, ela diz que escreve por impulso, isto é, sente uma irresistível vontade de escrever, sem saber bem porquê. Porque gosta, naturalmente! Porque se sente bem assim. É também um pouco de repentismo, mas temático, dirigido. Há ali uma “mão” do coração, pelo que sente, pela sua envolvência com o ambiente que a rodeia, pela vontade de tudo amar. E arriscaríamos mesmo a dizer que está construindo um estilo próprio, o que nem sempre é fácil, porque não é rebuscado, é genuíno.»

A própria autora justificaria este seu trabalho, com o prazer que lhe dá a escrita e com a possibilidade que tem de, através dela, expressar os seus sentimentos e até de denunciar algumas injustiças do mundo em que vivemos.

A Presidente da Junta elogiaria a coragem da autora ao publicar um livro. E a Vereadora da Acção Social, em representação da Câmara, encerraria a sessão com palavras de circunstância.

Clara Paulo teve, finalmente, oportunidade de dar autógrafos, envolvida pelo carinho e apreço do público.