Artigos relacionados

Na montra

capa_fontes_paz.jpg

 

Foi lançado no passado dia 14 de Outubro, no Mercado de Sant’Ana – Centro Cultural, em Leiria, o livro “O 25 de Abril – Acontecimento, Identidade e Memória”, de vários autores, mas coordenado e organizado por Amílcar Coelho, Presidente da UGT União-Leiria. Edição Alicanto – Nossa Senhora das Areias, com produção da Textiverso, o volume tem 206 páginas.

 

Ascende a 13 o número de autores que contribuiu com os seus estudos para a consecução deste livro que tem quatro grandes vertentes: Antes do 25 de Abril; O acontecimento do 25 de Abril; O 25 de Abril – temas e problemas; e A memória do 25 de Abril. Encerra com um álbum fotográfico.

A apresentação do livro esteve a cargo de uma jovem estudante da Universidade Católica, Carolina Gaspar. Disse nomeadamente: «Quando eu nasci, Abril já era sinónimo de liberdade. Cada 24 de abril que vivi, já o vivi sabendo que no dia seguinte iria celebrar a liberdade. E, liberdade, é exatamente esta palavra que hoje aqui nos traz e que move o meu discurso.» E depois de analisar, em síntese, cada um dos 14 temas, a todos dando a ênfase requerida para a sua compreensão, concluiu: «É importante recordar o 25 de abril, para que ele dure para sempre. É importante compreendê-lo, pois só com o antes podemos sentir a conquista da liberdade. E este livro ajuda-nos a consegui-lo.»

Três dos autores, Pereira da Silva, António Maduro e Olga Morouço, deram o seu testemunho, em particular sobre a forma como, nas escolas, se passa a informação sobre o 25 de Abril que este livro resume: as circunstâncias (o acontecimento e o seu contexto); a assunção das suas consequências (a identidade); e as ilações a retirar (a memória pró-activa). Como escreve Amílcar Coelho na introdução e reiterou na apresentação, os textos deste livro constituem «uma ampla e significativa experiência discursiva levada a efeito por parte de homens e mulheres para os quais esse acontecimento permanece actual, entusiasmante, fecundo, possuidor da capacidade seminal de criar algo novo», sublinhando que sobretudo se trata de «criar algo novo em sentido crítico, amplamente participado e dialógico.»

Francisco Carapinha e a Vereadora da Educação da Câmara de Leiria, Anabela Graça, encerraram a sessão, tecendo considerações sobre a importância das reflexões que o livro suscitou ou venha a suscitar e aplaudindo todos os que se disponibilizaram para o fazer, contribuindo assim para a memória crítica de um acontecimento com que nos identificamos.