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Na montra

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A igreja dos Franciscanos de Leiria, à Portela (Capuchos), foi o local eleito para o lançamento, a 11 de Novembro de 2017, do livro de poesia “Trovador de palavras”, da autoria de Luís Cardoso (de Maceira). O volume tem 124 páginas e foi produzido pela Textiverso.

 

A apresentação esteve a cargo de Carlos Fernandes e do Padre Vítor Melícias, contando ainda com a intervenção musical dos pianistas Amadeu Oliveira e Vítor Moreira. A dizer poesia de Luís Cardoso estiveram as Professoras Adriana e Adelaide. Presentes na mesa, para além dos autores e apresentadores: o Presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, o guardião do Convento da Portela, Frei José Pinto, e o guardião do Convento do Varatojo, Frei Nicolás.

O Padre Vítor Melícias, amigo do autor, enalteceu o seu trabalho poético e a importância de escrever para os outros. Mas foi Carlos Fernandes quem mergulhou no livro para transmitir um pouco do que ele reúne. Referindo que há uma série de poemas dedicados a pessoas chegadas, disse: «Isso significa que os parentes e os amigos estão presentes na memória de quem escreve e que, por certo, se fosse possível, estariam aqui a acompanhar o autor e a aplaudir, com regozijo, o seu talento de escritor e poeta, a sua arte de dizer o que às vezes só conseguimos sentir, a sua coragem de se expor ao arbítrio de quem lê, enfim, a sua ousadia de ombrear com escritores com nome já firmado na literatura.» E acrescentou que «há outros elementos concretos e objectivos em que Luís Cardoso lança âncora, deixando claro que a poesia é humana e que precisa de ter esteios para se desfraldar como uma bandeira». E também, «depois muitas outras incursões, que são como que um bater de asas para voos sobranceiros, das alturas perscrutando a distância ou a profundidade, às vezes de braço dado». Terminou, dizendo que este livro «é de plena fruição, nem mesmo enjeitando o universo romântico, com vários poemas exaltando o amor e a mulher, num amplexo que traduz reencontros ou jornadas em comum». Em “Trovador de palavras”, considerou, «o poeta libertou-se e ganhou asas».