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Na montra

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Ao fim de três anos e meio, ascende a 14 o número de volumes produzidos no âmbito dos “Cadernos de Estudos Leirienses”, o que equivale a cerca de seis mil páginas escritas e dedicadas aos assuntos da região alargada do Distrito de Leiria. Justamente o volume 14 foi lançado no dia 9 de Dezembro de 2017, no m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria. Tem 432 páginas e é uma edição da Textiverso.

A apresentar este trabalho esteve o coordenador científico, Prof. Doutor Saul António Gomes, que fez uma intervenção abrangente, dedicando considerações de síntese aos 26 estudos inseridos, desta vez sem qualquer dossiê especial. Mas salientou os que, de alguma forma, colocam a literatura na História, designadamente a prosa das traduções, inéditas, de Francisco Rodrigues Lobo, na 3.ª parte das “Cartas dos Grandes do Mundo”, a vida e a obra do escritor leiriense Manuel Ferreira e ainda o reencontro do poema de António da Costa Santos que faltava na partitura da “Marcha Lusitana”, de Inácio Aires de Azevedo.

 

Naturalmente que outros assuntos, de carácter mais disperso, como “As termas de Monte Real e a divindade romana aí venerada” e a análise arqueológica e a história da arquitectura do Castelo de Leiria, são sempre relevantes. Como o são os que referem o percurso artístico do mestre entalhador Luís Correia, a arte cerâmica de Romeu Augusto, o dia-a-dia nas oficinas de sapateiros da Benedita ou, ainda, a actividade cívica e política de Domingos Luís Coelho da Silva e o espólio bibliográfico oriental de Fernando Amaro. O mosteiro e coutos de Alcobaça vão tendo sempre lugar cativo com estudos sobre o monumento enquanto “corpo vivo”, sobre o claustro e sobre a paisagem florestal de Alcobaça em 1834, bem como outros para tempos mais recentes, como vida e costumes da vila ou memórias da 2.ª Guerra Mundial.

Sobre o norte do Distrito, referências a Pousaflores e a 1.ª Guerra Mundial, a dois equívocos da história de Ansião e às Ferrarias da Machuca e Foz de Alge. Mais para sul, a actividade bancária na Marinha Grande, os refugiados franceses da 2.ª Guerra Mundial em trânsito pela Figueira da Foz, por Leiria e pelas Caldas da Rainha, as Medalhas da Cidade de Leiria, as videntes de Fátima por terras de Leiria e as famílias de Ulmeiro (Sta. Catarina da Serra). E ainda, fora do Distrito, a Quinta da Mota no termo de Ourém.

O volume encerra com um In memoriam de Mário Soares e o historial do m|i|mo – museu da imagem em movimento (Leiria).

A tertúlia em torno deste volume será no dia 27 de Janeiro de 2018, às 15h00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria.