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Na montra

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O auditório da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira foi a sala escolhida para a apresentação, em Leiria, do livro “A Plantinha dos meus Pais”, com texto de Manuela Ribeiro e ilustrações de Nídia Nair. Trata-se um pequeno livro, com apenas 16 páginas, edição da autora do texto, com produção da Textiverso, de Leiria. Folheia-se de baixo para cima, e não da direita para a esquerda.

 

Nesta sessão estiveram, para além das autoras, o editor e o apresentador, o psicólogo Dr. Paulo José Costa, igualmente autor da Textiverso e também já com um livro ilustrado por Nídia Nair. Portanto, uma equipa com largas afinidades.

Paulo José Costa deu a conhecer o conteúdo deste projecto que é como que uma metáfora para explicar algumas razões que levam à adopção de crianças e os cuidados que essa atitude pressupõe por parte das famílias de acolhimento. Sendo um livro aparentemente muito simples, com um texto sintético mas muito assertivo, ele revela-se sobretudo como um bom pretexto para os adultos explicarem de forma elementar às crianças este processo nem sempre simples e, muito menos, linear. Na sinopse da contracapa, a questão crucial é exposta como um verdadeiro “flash”: «Se a nossa semente não germina, por que não cuidarmos de uma planta já nascida?»

Manuela Ribeiro, natural de Caldas da Rainha, mas vários anos professora na Marinha Grande e agora aposentada, revelou que a ideia nasceu justamente de uma situação real, de um casal infértil que adoptou uma criança, presentes na sessão e testemunhas da dificuldade que é o processo em si e, não menos fácil, de explicá-lo a crianças.

Por sua vez, Nídia Nair justificou o seu entusiasmo por este livro e a razão por que adopta sistematicamente elementos naturais para as suas ilustrações. Na circunstância, o elemento básico foi a cuvete ou embalagem de ovos. É a sua forma de dar utilidade a produtos habitualmente deitados para o lixo mas que, fruto da criatividade, se podem transformar em elementos artísticos. Numa mesa estavam mesmo alguns desses elementos a três dimensões.

Houve, no final, troca de impressões com o público e autógrafos.

O livro vai continuar a ser apresentado pelo país.