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Na montra

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O oitavo volume dos Cadernos de Estudos Leirienses foi lançado no dia 21 de Maio no auditório do Mosteiro da Batalha, numa parceria com este Mosteiro, com o Município da Batalha e com o CEPAE – Centro de Património da Estremadura. Com 560 páginas, este volume insere um caderno a cores e um grande destaque de 214 páginas com temas sobre o Mosteiro e concelho da Batalha. A edição deste monumental trabalho é da responsabilidade da editora Textiverso, de Leiria, e conta com a coordenação científica do historiador leiriense, Professor Saul António Gomes. Foi justamente este académico quem fez a apresentação geral do volume, deixando para o Mestre Pedro Redol, técnico superior do Mosteiro e seu ex-director, a apresentação específica dos 15 temas dedicados à Batalha. Intervieram ainda o Director do Mosteiro, Dr. Joaquim Ruivo, o Presidente do CEPAE, Eng. Micael Sousa, e o Presidente da Câmara Municipal da Batalha, Dr. Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos.

 

O Professor Saul Gomes, na senda do que já escrevera na introdução do livro, reiterou a importância que, na circunstância, constituía este destaque dos Cadernos sobre o Mosteiro e concelho da Batalha, que firma, «no seu nome de batismo, a íntegra memória da consagração da independência nacional na Batalha Real de Aljubarrota de 14 de Agosto de 1385». Considerando ainda que, «na Batalha, tudo é mais do que um caso de história local e regional», justificava-se plenamente que os Cadernos dedicassem um dos seus números àquele concelho, a vila heróica de todos quantos nela vivem ou por ela passam, ontem e hoje, precisamente numa altura em que é atribuído oficialmente ao Mosteiro o estatuto de Panteão Nacional.

Por sua vez, Pedro Redol abordou, de forma sintética, mas muito impressiva, os 15 trabalhos publicados nestes Cadernos sobre a Batalha, a saber: “O Túmulo de Diogo Gonçalves de Travaços, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória”, “O comprometimento religioso, social e político das gárgulas de Sta. Maria da Vitória”, “O basilisco e a doninha nas Capelas Imperfeitas – Mosteiro da Batalha”, “Relato integral da passagem de Fabio Biondi e Giovanni Battista Confalonieri pela Alta Estremadura: Trecho inédito sobre Alcobaça”, “Janela da igreja de Santa Maria de Guimarães: “uma alegoria à Batalha Real”, “Julia Pardoe, uma inglesa no Mosteiro da Batalha em 1827”, “«Não vemos as cousas que vemos porque não olhamos para elas.» – Julia Pardoe: Apontamentos de uma viagem à Batalha” [teatro], “A Avenida – a obra de acesso ao Mosteiro e à Vila da Batalha do século XIX”, “Os periódicos do concelho da Batalha”,

“O bairro mineiro de Alcanadas (Batalha): uma quimera filantrópica?”, “Uma breve história e futuro do CEPAE”, “A chegada dos Soldados desconhecidos à Batalha em 1921” [fac-simile], “O Mosteiro da Batalha em 1892” [imagem], “Museu da Comunidade Concelhia da Batalha – O nascimento de um Museu” e “Os amores de José Travaços Santos: a Batalha, o Mosteiro e o Folclore” [perfil].

Como referimos atrás, este volume insere ainda um caderno a cores com o título “Como era vista Leiria no século XIX”, para além de temas variados sobre os concelhos de Leiria, Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça, Porto de Mós e Marinha Grande.

A fechar o volume, um conjunto de rubricas, entre elas “O Distrito de Leiria ao tempo do 40.º Aniversário da “Revolução Nacional”, 1926-1966” [fac-simile]; “Lopes Vieira em S. Pedro de Moel”, por Aquilino Ribeiro [transcrição], “In memoriam Afonso Lopes Vieira” [obituário], “Notícias”, “Livros sobre a região”, “A batalha de Ourique foi perto de Leiria?”, por José d’Encarnação [recensão] e o índice dos volumes 4, 5 e 6, de 2015.

O Presidente da Câmara fechou a sessão, sublinhando a importância de uma iniciativa editorial como a dos Cadernos e salientando o seu apreço pelo destaque dado à Batalha. Desafiou ainda os presentes para uma tertúlia em torno dos temas da Batalha, que deverá realizar-se no dia 9 de Julho no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha.