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Na montra

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Momentos de uma Vida – Poesia 1942-2008 é o título de um livro póstumo da autoria de Gentil Ferreira e Sousa, que foi director do Arquivo Distrital de Leiria, então Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Leiria, de 1969 a 1994. Tem 128 páginas e foi organizado e editado pelo CAJIL – Centro de Apoio a Jovens e Idosos do Lumiar (Lisboa), com coordenação editorial da Textiverso e o apoio da Câmara Municipal de Leiria, da DGLAB/Arquivo Distrital de Leiria, da Fundação Caixa Agrícola de Leria e da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes.

A sessão de lançamento foi justamente no Arquivo Distrital de Leiria no dia 4 de Junho, no âmbito das comemorações do 1.º Centenário desta instituição e na presença de numerosos amigos, entre os quais se pronunciaram publicamente a Directora do Arquivo, Paula Cândido, e os académicos José Augusto Felício (Director do CAJIL), Saul António Gomes e Virgolino Ferreira Jorge e ainda Arménio Vasconcelos e o Vereador Gonçalo Lopes. Interveio depois o Coral Cantábilis que interpretou e cantou poesia de Afonso Lopes Vieira e do autor do livro.

 

Segundo a introdução de José Felício, «a poesia foi o filho predilecto que o Dr. Gentil Ferreira e Sousa gerou». E acrescenta: «Estamos em crer ter sido a poesia, em especial produzida a partir dos anos setenta, ora de supetão, umas vezes, outras de forma cultivada que, em grande medida, deu sentido maior à sua vida. Em geral, escrevia em casa no final da jornada de trabalho, numa secretária ao canto da sala. Rebuscava um papel e reflectia essa sua expressão poética que trabalhava, um verso e outro verso, alterando uma palavra, uma expressão ou que transformava e escrevia até lhe soar adequado...» Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, o Dr. Gentil dirigiu o Arquivo Distrital durante 25 anos e foi ainda responsável pela Biblioteca Afonso Lopes Vieira, quando ambos ainda estavam sediados no edifício da Câmara. Foi também professor do Magistério Primário e Presidente do Turismo de Leiria. Esteve, por isso, em diversas frentes e conhecia bem os homens e os seus defeitos. Por isso, «alguns versos de índole mais crítica, de natureza social ou política, eram pretexto para longas dissertações».

O trabalho que agora é publicado é apenas uma parte do que deixou, mas um bom testemunho da sua criatividade e do seu empenho em sublinhar as boas acções ou desancar nos podres sociais.